
Layout por
Histórico:
- 15/05/2005 a 21/05/2005
- 08/05/2005 a 14/05/2005
- 01/05/2005 a 07/05/2005
- 24/04/2005 a 30/04/2005
- 17/04/2005 a 23/04/2005
- 10/04/2005 a 16/04/2005
- 03/04/2005 a 09/04/2005
- 27/03/2005 a 02/04/2005
- 20/03/2005 a 26/03/2005
- 13/03/2005 a 19/03/2005
- 06/03/2005 a 12/03/2005
- 27/02/2005 a 05/03/2005
- 20/02/2005 a 26/02/2005
- 13/02/2005 a 19/02/2005
- 06/02/2005 a 12/02/2005
- 30/01/2005 a 05/02/2005
- 23/01/2005 a 29/01/2005
- 16/01/2005 a 22/01/2005
- 09/01/2005 a 15/01/2005
- 02/01/2005 a 08/01/2005
- 26/12/2004 a 01/01/2005
- 19/12/2004 a 25/12/2004
- 12/12/2004 a 18/12/2004
- 05/12/2004 a 11/12/2004
- 28/11/2004 a 04/12/2004
- 21/11/2004 a 27/11/2004
- 14/11/2004 a 20/11/2004
- 07/11/2004 a 13/11/2004
- 31/10/2004 a 06/11/2004
- 24/10/2004 a 30/10/2004
- 17/10/2004 a 23/10/2004
- 10/10/2004 a 16/10/2004
- 03/10/2004 a 09/10/2004
- 26/09/2004 a 02/10/2004

O tempo passa, as coisas mudam, as pessoas partem do nosso meio de repente, precisam seguir em frente. Vão para outro estado, país, saem de casa para tocar suas vidas sozinhas, para um lugar em que sabemos a freqüência de visitas será pouca ou então voltam para a pátria divina. Em qualquer uma dessas partidas, a dor da despedida e a emoção são fortes e marcantes, independentemente dos momentos de desavenças, sentiremos saudade.
Essa semana lendo uma crônica no final de uma revista, um título que me chamou a atenção no cabeçalho. Viver para esquecer.
Li o texto e falava sobre os fantasmas do passado, das pessoas que eram importantes para nós no passado e que aos poucos vamos esquecendo, seja por causa da distância, ou pela pouca importância que ela tem para nós agora. Ela (autora), agradecia por esse dom, pois sempre encontrava pessoas que eram importantes no passado e que hoje nada significavam, que de certa forma faziam pesar sobre ela o fato de tê-las esquecido com o tempo, mas que o esquecimento era a cura para esses males.
Ao terminar de ler não refleti sobre o assunto, porém hoje quase uma semana depois, percebi que, o que ela escreveu não era de todo correto, (pelo menos para mim). Concordo que devemos esquecer as coisas que não nos traz benefícios, como desafetos, intrigas, mágoa e relacionamentos que não deram certo, mas tudo? Se esquecermos tudo o que passamos, as alegrias, os momentos bons. O que restará de nós? Que estórias nós teremos para contar de nossa vida? Tudo o que passamos faz parte do nosso ser.
Acordei um pouco mais cedo hoje, decidi fazer para a Andréa (meu amor), uns bolinhos de chuva para o café da manhã dela.
Ao terminar de preparar a massa e colocar o óleo pra aquecer, instantaneamente fui levado ao meu passado, onde ainda criança cercava minha mãe, tentando ganhar a dianteira dos meus irmãos próximos ao fogão para pegar a vasilha com o restinho de massa que ela havia preparado para os bolinhos de chuva, ela dava uma colher para cada um e raspávamos feliz a vasilha lambuzando todo o rosto. Ela dizia que esses bolinhos eram especiais, pois eram feitos em dias de chuva que impedia o acesso à padaria. Ah como eu amava os bolinhos dela! Tão macios, fofinhos e cheirosos! Levava um tapa na mão, quando tentava pegar um, antes dela terminar de fritar tudo.
- Tire a mão menino! Assim o óleo some - dizia ela.
Meus bolinhos não ficaram tão bons quanto os dela, os dela tinha o amor de mãe. Agora à tarde ao chegar do trabalho, abri o armário e dei de cara com um pacote de pães de mel, um sorriso alargou o meu rosto, fazia muito tempo que não comia isso. Meu avô sempre comprava para minha avó. Como esquecer momentos assim?
Senti a presença de minha mãe e meu avô, como me abraçando e dizendo – Estamos aqui! Te amamos muito!
Fiquei extremamente feliz. Sei que estão aí do outro lado, me olhando e aconselhando nos momentos de maiores dificuldades. Agradeço por tudo o que aprendi e pelo amor que me dedicaram enquanto estiveram aqui comigo. A saudade, nada mais é do que a ausência física, mas estão sempre comigo em essência. Eu vos amo muito! Sei que um dia voltaremos a nos encontrar.
Coloco aqui um filme que assisti e indico, aluguem se ainda não assistiram, ganhou um Oscar por efeitos visuais. É belo! Amor Além da Vida. Com meu ator preferio, Robin Wilians. Um grande beijo do Mago!

É, o carnaval passou e resta hoje a ressaca do dia anterior. Aqui em Sampa a Império da Casa Verde foi a Campeã, a minha Rosas de Ouro ficou longe.... No Rio foi novamenete a Beija Flor, como dormi e não vi o Desfile não posso dizer se achei justo. Pergunte isso para minha amiga Micha no Blog dela, http://michadescontrolada.weblogguer.com.br . A Gaviões voltou para a a classe especial para meu desgosto, o ano que vem tem quebra-quebra, já que a Mancha Verde também está na especial, estas escolas saídas de torcidas organizadas de futebol são as maiores rivais, imagine só como vai ser a arquibancada e nos redores do sambódromo! Putz vai ter morte na certa! Mas deixando de lado essa sandice...
Voltei hoje da Terra do nunca, após dois dias de intensa batalha contra o gigantesco adulto que vinha me assombrando há tempos. Saio vitorioso e feliz, muito feliz!
Debruçando sobre mim mesmo, pude perceber o horror que carregava dentro de meu ser, uma coisa chamada medo. O medo é um monstro que vive escondido no fundo do nosso ser, pronto para saltar para fora e roubar nossa felicidade.
Desde pequeno, vivi sendo chamado a ter responsabilidades por vários motivos, vivendo com “gente grande”, é assim que chamo os ditos adultos.
Percebi logo qual era o conceito do que era ser adulto para a sociedade...
Um sujeito sério, pouco à vontade, cheio de preocupações, que mente e vive de aparências, não brinca e não permite que outros brinquem, sempre dando ordens e somando tudo para si sem nada dividir.
Pronto, estava instalada em mim a síndrome do Peter Pan, não querer crescer e se tornar adulto nunca.
Mas, o tempo é o eterno ladrão e assim fui crescendo nessa batalha que parecia não ater fim. Cada dia que me olhava no espelho, cada aniversário, delatava em meu rosto que o meu inimigo iria vencer, eu estava mesmo me tornando um adulto.
Porém, durante esta batalha descobri duas armas que me deram a vitória, a primeira que já sou adulto, longe do perfil que a sociedade impõe, a segunda que ser criança é um estado de espírito e não significa ser irresponsável.
A minha amada fada sininho abandonou a sua forma pequenina para se tornar uma bela mulher com a qual irei me casar e junto visitaremos sempre a Terra do nunca. Que os ditos adultos continuem a torcer o nariz para nós, já não nos importamos mais, afinal o que vale é ser feliz!
“Não ligue para essas caras tristes, fingindo que a gente não existe” Cazuza - Bete Balanço.

Um grande abraço do amigo Mago.
Lá estou eu trabalhando num domingo de sol, já me acostumei com isso, faz parte do meu calendário. Minha cabeça ainda fervilha da mínima revolta do dia anterior, quando um sujeito senta-se na mesa de bilhar que minha noiva jogava no site do yahoo games, depois de alguns minutos de conversa:
Ele – De onde você joga?
Ela – São Paulo e você?
Ele – Sou do Rio... O Rio é bem melhor que São Paulo não é mesmo? Cidade mais bonita e mais interessante.
Ela – Não!
Ele – Não! Você pirou?
Ela – Pirei.
Ele – Sabia...
Ela fechou a mesa e juntos ficamos pensando na estupidez dele, mas deixamos de lado e fui dormir.
Mal acabei de lembrar disso, surge do outro lado do corredor um rapaz encorpado e bonito (era bonito sim, não tem nada demais reconhecer isso!), comentando com uma voz alta e um sotaque cheio de erres e esses arrastados.
- Pô, fala sssssssério aí ó, o RRRio é muito melhorrr que isssso aqui.
O Parente dele meneou com a cabeça um tanto faz, mas eu instantaneamente olhei para ele com um sorriso de desdém do que ele falou, ao perceber que olhei virou-se para mim e disse.
- Não é mesmo? Procurando por uma afirmação minha.
Antes que eu pudesse dizer o que achava, ele começou a exibir as exuberâncias do Rio de Janeiro e as comparando com os horrores de São Paulo.
Fiquei ali ouvindo e segurando minha língua para não rebater tudo comparando cada coisa boa que ele disse do Rio com o que há de pior lá, mas pensei melhor, afinal, se eu fizesse isso estaria sendo pior que ele, que tentava humilhar a mim e minha cidade. Em vez disso deixei-o inflando seu ego como um balão de ar, orgulhoso e brilhoso tentando ofuscar os que o rodeiam. Ao terminar de expor seu orgulho, virou-se e disse.
- Não é verdade?
Neste momento como um garoto sapeca de alfinete na mão rindo por dentro de tanta imbecilidade eu disse.
- Pode ser. E o que isso mudou na sua vida? Ela ficou melhor agora?
Ele ficou em silêncio diante de tão ponderável questão, depois do silêncio acrescentei:
- Seu silêncio respondeu minha pergunta.
Voltei ao trabalho, enquanto seu acompanhante que deve ser parente ou amigo ao qual veio visitar aqui, ria dele, que saiu com um risinho amarelo no rosto.
continua aí embaixo>>>>


Eu gosto do Rio de Janeiro e até planejo em visitar lá algum dia, penso que todas as cidades têm coisas boas e bonitas para oferecer e também tem aquele lado meio feio. Um amigo retornou do Rio a semana passada, dizendo estar muito decepcionado pois foi alvo de piadas na praia, diziam (alguns que reconheceram que ele era de São Paulo) que nunca tinha visto praia, outros cantavam – A, e, i, o, u. Praia de Paulistano é banheira do Gugu!
Eu nem tive palavras para consola-lo, nem mesmo acredito que todo o povo do Rio seja assim, foi o que pude dizer a ele, que concordou, mas não aliviou a decepção.
Não posso dizer que peguei raiva dos cariocas, mas me entristece saber e ouvir coisa desse tipo, o pior de tudo é que vejo a mídia, como a rede globo, incentivar comparações imbecis e sem sentido e o povo embarcando nessa, achando tudo muito divertido!
Fico por aqui, deixo esse desabafo e um abraço para os cariocas, que sei visitam meu blog, afinal não pode-se culpar a maioria por atos que a minoria se orgulha em espalhar por aí!
Na minha opinião, as melhores praias estão em Salvador, mas não vejo eles tentarem se valer disso para humilhar o resto do País, se for assim o que dizer de locais como Acre, Amapá... Com certeza têm suas beleza. Acabo esse post um pouco chateado e com uma musiquinha que cabe bem aqui, vi numa propaganda contra o vandalismo.
"Um imbecil, ele é um imbecil! Esse é o tipo que acaba com o Brasil!"
Beijos do Mago Aqui! Boa semana!